Queijo Vegano com Castanha de Caju


 


Já andava com vontade de experimentar fazer um "queijo" vegano, só que todos os que via na internet levavam uns ingredientes específicos que na altura não tinha aqui por casa. E só à pouco tempo é que se começa a ver à venda estes produtos específicos.

Muitos deles temos de pesquisar e comprar pela internet, o que nem sempre se consegue com facilidade como por exemplo levedura nutricional ou polvilho doce, apesar deste já se encontrar em lojas da especialidade.

A levedura nutricional é muito utilizada para substituir o sabor do queijo normal nas receitas ou para quem quer evitar ingerir lacticínios na sua alimentação. 

É livre de açucar, leites ou glúten tornando-se um dos ingredientes mais utilizados na cultura vegana. Enriquecido com vitamina B12, que muitas das vezes se encontra em falta num regime alimentar vegetariano ou vegano é também rico em fibras e proteínas, contém aminoácidos essenciais e vitaminas para o nosso organismo bem como contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo e do coração.

O polvilho doce provém da mandioca e é uma óptima fonte de energia, com proteínas e gorduras, contém vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B3  e potássio. Naturalmente sem glúten, é uma excelente opção para pessoas com a doença celíaca ou que seguem uma dieta com restrição ao glúten. É um ingrediente que dá bastante consistência e deixa as receitas mais macias.

Durante algum tempo fiz experiências culinárias para conseguir um bom "queijo" vegano com alguns frutos secos como amêndoas, nozes, avelãs, castanha do pará ou castanha de caju e posso dizer com toda a certeza que ficam uma delícia.

Gostei bastante do "queijo" de noz e de avelãs, bem como de castanha do pará mas o meu favorito é mesmo o de castanha de caju.

A textura, a leveza, o sabor e a cremosidade deste "queijo" faz lembrar o queijo fresco normal e por isso fiquei bastante satisfeita com o resultado desta receita vegana.

Para uma próxima vez vou utilizar outro fruto seco e colocar os ingredientes que forem mais simples e saborosos para todos poderem experimentar.

Também podem levar esta iguaria numa ida à praia, num piquenique ou num almoço com familiares e amigos acompanhado por umas tostas integrais fica uma delícia.


Ingredientes:

85 gr de cajus demolhados durante a noite umas 8 horas 
140 ml de água
1 alho 
1 pouco de pimenta preta
1 pitada flor de sal
1 fio de azeite generoso 
Sumo de 1 limão
1 colher de sopa de algas agar agar em pó 

Preparação:

Colocar os cajus a triturar na bimby ou liquidificadora em metade da água mencionada juntamente com o sal, o azeite, o limão, o alho e a pimenta.

Depois da mistura triturada reservar. 

Entretanto, levar um tacho ao lume com a restante água e colocar uma colher de sopa de algas agar agar e deixar ferver mexendo sempre durante uns 10 minutos. 

Quando esse preparado estiver homegéneo juntar ao caju que ficou reservado e triturar novamente por uns 2 minutos até ficar com uma massa cremosa. 

Colocar em recipientes pequenos e deixar arrefecer. Mais tarde levar ao frigorífico até solidificar. 

Também podem colocar ervas aromáticas como manjericão ou cominhos para dar outra côr e sabor.

Pizza Vegetariana de Quinoa


Desde que me tornei vegetariana que queria fazer uma receita de pizza sem glúten, porque vejamos bem, quem é que não gosta de pizza?! E ainda mais se for caseira para poder partilhar com familiares e amigos?!

É das melhores coisas que há na vida.

Eu queria que a receita fosse saudável, sem o glúten, sem gorduras nem aditivos processados. 



Só que faltava o ingrediente principal. De que forma é que ficaria uma massa de pizza sem glúten?!

A ideia de preparar uma pizza pode parecer algo chato e que vai dar muito trabalho, no entanto, não é nada difícil e pode até ser bastante divertido fazê-lo com as crianças. 


Após alguns estudos, pesquisas e experiências que tive ao longo de todo este processo acabou por sair uma massa de pizza com quinoa.

A quinoa é da família dos superalimentos, sendo considerada uma boa proteína pois possui todos os aminoácidos essenciais para a construção e manutenção do nosso corpo contendo um elevado teor de magnésio, fósforo e manganês.


O seu sabor, textura e cremosidade são conseguidos através do seu cozimento, devendo ser demolhada de véspera de preferência durante a noite entre 8 a 12 horas antes de ser consumida.

Receita:

1 chávena de quinoa demolhada previamente em água durante a noite
1 colher sopa de fermento sem glúten
1 pitada flor de sal
1 colher de sopa azeite caseiro
1 chávena de molho de tomate caseiro
1 chávena de água morna ( se necessário )
1 pimento vermelho
1 embalagem de cogumelos frescos
2 colheres de sopa de manjericão fresco
1 chávena de espinafres e acelgas

Preparação:

Comece por lavar a quinoa com bastante água depois da demolha durante a noite. Num tacho cozer o cereal em duas chávenas de água, adicionando o sal e um fio de azeite. Reservar até ficar completamente fria.

De seguida, num liquidificador ou na bimby triturar a quinoa adicionando o fermento sem glúten e um pouco de água morna se necessário, de forma que o cereal não fique muito massudo nem muito liquido.

Verter o preparado da massa para um recipiente redondo polvilhado com um pouco de azeite para não agarrar a massa e levar ao forno previamente aquecido a 200º durante uns 15 minutos aproximadamente ( mas ir reparando sempre que possivel ).

Entretanto, triturar um tomate fresco grande e juntar por cima da massa, bem como o pimento vermelho e os cogumelos frescos bem cortados finamente. 

Levar ao forno por mais uns 45 minutos e ir vendo de vez em quando para a massa não agarrar ou ficar demasiado tostada.

Quando estiver pronta colocar por cima umas folhas de espinafres e manjericão. Regue com um fio de azeite e acompanhe com uma maionese de caju ou um queijo vegano. ver aqui

Bom apetite.

Maionese de Castanha de Cajú






Desde que tomei consciência que devia de pensar numa alternativa às maioneses de compra que tenho andado a fazer experiências, a pesquisar sobre o assunto e a aprender como se pode fazer uma maionese deliciosa sem gorduras processadas. 

É que bem visto, o que vem dentro daqueles frascos de vidro é tudo menos saudável.

Numa das minhas pesquisas, descobri várias maioneses que experimentei de diversas maneiras, com novas dosagens e outros frutos secos mas no final esta ficou bastante homogénea, com uma boa textura e cremosidade. 

Pode ser usada para acompanhar em wraps, saladas, sandes ou pasteis e pataniscas.

Para esta receita utilizei cajús mas podem experimentar com castanha do pará, avelãs, nozes ou outros frutos secos à vossa escolha.

A única alteração feita á receita original, foi juntar à salsa um molho de coentros, porque para além do manjericão e da salsa, essa é a minha erva aromática preferida.


Ingredientes:

1 chávena (240 ml) de castanha de caju crua demolhada previamente 8 horas em água
1 dente de alho sem o miolo
1/2 chávena ( 120 ml) de água
1 colher (de sopa) sumo de limão
1/2 chávena ( 120 ml) de salsa e coentros bem picados
1 pitada de flor de sal
1/4 chávena ( 60 ml) de azeite
1/4 chávena (60 ml) de água para colocar aos poucos ( se necessário)

Colocar os cajus de molho num recipiente em água durante 8 horas. Findo esse tempo, escorra, passe por água e reserve. Juntar os cajus com o alho, a meia chávena de água e triturar na bimby muito bem uns breves segundos até obter uma pasta grossa. 

Se não estiver com uma boa consistência triture mais um pouco e vá colocando água, mas não muita porque se for em demasia pode não ficar com a textura de maionese.

Adicionar o limão, a salsa e os coentros, temperar com a pitada de flor de sal mais o azeite e triturar de novo mais uns segundos.

Por último, acrescente aos poucos 1/4 de chávena de água (mas se achar que não é necessário não ponha mais) e vá batendo até obter uma maionese cremosa e uniforme.

Servir como acompanhamento de uns pastéis de arroz com courgete e mix de salada fresca com tomate, pepino e abacate. Ver aqui a receita

Guardar a maionese no frigorífico uns 5 dias num frasco de vidro devidamente fechado. 

Bom apetite.

Pastéis de Arroz e Courgete com Manjericão




Sou daquelas pessoas que tem sempre uns restos de comida no frigorífico, e como não aprecio de maneira nenhuma desperdiçar, a maior parte das vezes sai-me umas invenções culinárias bem engraçadas.

Desta vez tinha um resto de arroz basmati e uma courgete a ficar com um aspecto pouco convidativo para uma refeição com legumes.

E de repente, tornou-se o ingrediente chave para estes pastéis de arroz que faço muitas vezes, mas até então ainda não tinha acrescentado nenhum legume a esta massa tão apetitosa e fácil de fazer.

O arroz basmati pode ser feito de muitas maneiras mas eu especialmente gosto quando é confeccionado assim ver aqui

E agora vamos à receita dos pastéis:

Ingredientes:

Restos de arroz basmati do frigorífico
1 courgete ralada
1/2 chávena de farinha de grão
3 colheres de sopa de farinha de linhaça para 9 colheres de sopa de água ( demolhar 15 minutos para substituição de 3 ovos )
1 pitada de flor de sal
1 colher de chá de fermento sem glúten
1/4 de chávena de água ou um pouco menos
6 colheres de sopa de bebida vegetal ( opcional - utilizei de aveia )
Umas folhas de Manjericão

Preparação:

Num recipiente, colocar os restos do arroz com a courgete ralada e mexer bem adicionando a farinha de grão, o fermento e a farinha de linhaça em água. 

Colocar o sal, um pouco de água, a bebida vegetal e as folhas de manjericão bem cortadas finamente, mexer muito bem para fazer a ligação de todos os ingredientes. 

Continuar mexendo até a massa ficar com uma consistência cremosa. 

De seguida, com a ajuda de uma colher retirar pequenas porções da massa de forma a ficarem com uma textura de patanisca ou pastel ficando ao critério de como apreciam estes deliciosos bolinhos.

Levar ao forno num recipiente com papel a 180º uns 20 minutos ou fritar numa frigideira com um pouco de óleo de côco ou vegetal durante uns 3 a 5 minutos de cada lado.

Acompanhar com salada fresca, rúcula, pepinos doces, tomatinhos cherry bem como outras verduras que apreciem para esta refeição. Bom apetite.

Pasta de grão com wrap de quinoa acompanhados por umas deliciosas verduras e legumes





Já tinha pensado em fazer uns wraps mas ainda não sabia muito bem que ingrediente ia escolher para esta minha nova aventura culinária.

Depois de umas aventuras na cozinha saiu este wrap de quinoa que pode ser convertido numa receita para massa de pizza, pois fica igualmente bom. Basta dobrar a receita ou fazer um pouco mais de metade.

Entretanto, para fazer o wrap precisava de um recheio para colocar lá dentro ou então come-se mesmo assim a seco que também fica delicioso. 

Lembrei-me de fazer uma pasta de grão de bico que adoro, mais conhecido por húmus, para petiscar com legumes cortados e colocar junto com o wrap que fica mesmo muito bom.

A receita do húmus de grão de bico já aqui fiz no blog ver aqui

Neste caso só usei o grão, azeite, flor de sal, alho e salsa nas mesmas quantidades.

Em relação ao wrap de quinoa aqui vai a receita:


Ingredientes:

1 chávena de quinoa demolhada previamente em água 8 horas
1/2 chávena de água
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de fermento sem glúten
1 tomate
1 pepino
1 cenoura
1 pimento vermelho
1 abacate
salada fresca com rúcula
1 tomate vermelho
2 tomatinhos pequenos amarelos


Coloca-se uma chávena de quinoa a cozer num tacho para duas chávenas de água durante uns 20 minutos ou até estar bem cozida mas não em papa. 

Depois de cozida, passa-se a quinoa por água retirando todo o excesso até ficar quase seca. 

Num processador ou bimby, colocar o cereal lá dentro com meia chávena de água ou um pouco menos para que a massa não fique com excesso de água e coloquei a triturar na vel 4 uns segundos. 

De seguida, junte uma colher de sopa de azeite e uma colher de chá de fermento sem glúten batendo uns segundos na vel 6.

Com a ajuda de uma espátula verter a massa para um recipiente redondo com papel vegetal ou papel de ir ao forno uns 10 a 15 min a 190° ou modo pizza.

Quando estiver finalizado pode rechear o wrap com molho de tomate feito na hora, cortar um abacate aos cubos, tomatinhos, rúcula e por cima umas sementes de sesamo. 

Para acompanhar o wrap pode cortar vários legumes em palitos como cenouras, pimento vermelho, pepinos, abacate o que quiser e petiscar com a pasta de grão. Bom apetite.

Abóbora Hokkaido e Patisson no Forno com Quinoa e Legumes





Desde que descobri as abóboras hokkaido e patisson, que quis ir logo comprar, adoro o sabor da abóbora, apesar destas terem um sabor diferente das normais. 

Por isso, quando as vi numa pequena feira aqui perto da minha casa tive mesmo que as trazer comigo. 

Os produtos que costumo comprar na feira são todos de agricultura biológica e quando vem o sábado, tenho de tirar sempre um tempo para me ir abastecer de verduras e legumes para o resto da semana. ver aqui

Oriunda do Japão, a abóbora Hokkaydo distingue-se por ser rica em potássio, beta-caroteno, ferro, fibras e fósforo. Tem um gosto mais doce que as outras abóboras mais comuns em Portugal, e uma consistência um pouco mais rija, podendo ser cozinhada com casca. 

Para além do uso tradicional em sopas, esta abóbora pode também ser utilizada na confecção de doces, entradas e como prato principal.

Já a abóbora patisson é originária da América Central. É muitas vezes chamada de "alcachofra de Jerusalém", "coroa de imperador e as crianças gostam de lhe chamar disco voador, ou satélite, entre outros nomes, devido à sua forma espalmada e circular. 

Tem um sabor ligeiramente doce e muito agradável, fazendo lembrar a alcachofra. Muito Rica em água, minerais, fibras e vitaminas A, B, e C, é bastante digestiva e diurética. 

Por ser branca, é baixa em oxalatos, o que faz dela um legume de excelência para dar a crianças, jovens e adultos hiperactivos, com comportamentos do espectro do autismo, epilepsia, perturbações do foro neurológico ou com dificuldade em dormir à noite. ver aqui

Aqui fica a receita com estas lindas abóboras que nos dão tanta saúde e são tão ricas em nutrientes. 


Ingredientes:

200g de quinoa cozida
1 abóbora hokkaido
1 abóbora patisson
1 pimento vermelho
1 pimento amarelo
1 pimento laranja
1 courgete
1 cebola
2 dentes de alho
1 fio de azeite
Flôr de sal q.b.
Tomatinhos cherry
1 molho de rúcula
Mix de salada fresca

Especiarias: 1 pitada de curcuma (opcional) 1 pitada de gengibre fresco (opcional) pimentão doce
Ervas aromáticas: 1 molho de coentros, 1 pitada de tomilho


Preparação:


Num tacho, colocar duas chávenas de água para uma de quinoa e levar a cozer com um pouco de flôr de sal em lume brando uns 10 minutos com a tampa. Terminado esse tempo, reservar.

Cortar as cabeças das duas abóboras de forma que fiquem como uma tampa por cima e retire as pevides e a sua polpa. Reserve. 

Entretanto, pré aqueça o forno a 180º graus e coloque as abóboras lá dentro durante uns 10 minutos, regadas com 1 fio de azeite e uma pitada de flôr de sal.

De seguida, levar ao lume numa frigideira o azeite, os alhos e a cebola cortados muito fininhos e juntar a polpa das abóboras, os pimentos muito bem cortados aos quadrados, bem como a courgete e mexer durante uns minutos. 

Acrescente um pouco de água para não agarrar e vá adicionando a curcuma, o gengibre fresco, os coentros e o pimentão doce, mexendo até ficar com uma consistência cremosa. 

Retire as abóboras do forno e acrescente um pouco desses ingredientes dentro de cada uma delas. Leve ao forno por mais uns 10 minutos e fica pronto. 

Acompanhe com um mix de salada fresca, tomatinhos cherry, a rúcula e tempere por cima com azeite, limão, o resto dos coentros e tomilho. Bom apetite.

Tofu mexido com cenoura acompanhado por mix de salada fresca, pepinos laminados e azeitonas



Comecei a consumir soja e seus derivados quando me iniciei no vegetarianismo aos 25 anos. E o tofu foi algo que desde o início senti que seria um bom substituto para os "queijos", já que em termos de consistência e estrurura são muito semelhantes. 

O tofu é assim um variante da soja muito equilibrado em termos de textura e sabor, bem como para fazer receitas versáteis e pouco calóricas. 

Faço muitas vezes panadinhos de tofu, estufados, em sandes, em burgueres, mas esta alternativa aos "ovos" mexidos nunca tinha feito. 

Gostei especialmente do sabor com a cenoura ralada, mas para a próxima vez vou experimentar com outros alimentos.

Achei por bem cozinhá-lo em óleo de côco, pois como já referi noutras receitas, este óleo consegue suportar altas temperaturas sem danificar os nutrientes dos alimentos. 

E agora vamos à receita:

Ingredientes:

1 embalagem de Tofu da Marca Shambala ( comprei no http://celeiro.pt/ )
1 cenoura ralada
1 cebola ralada
1 cabeça de alho ralado
1 pepino laminado
1 tomate
1 mão cheia de azeitonas sem caroço
Mix de salada fresca ( comprei no https://www.aldi.pt/ )
1 colher de sopa de Óleo de côco
1 pitada de sementes de papoila (opcional)
1 pitada de flor de sal
1 pitada de óregãos ou tomilho


Preparação:

Numa frigideira, colocar a colher de sopa de óleo de côco juntamente com o tofu desfiado aos bocados, a cebola, o alho e a cenoura raladas. Mexer muito bem uns 10 minutos. 

Entretanto, adicionar uma pitada de flor de sal e mexer mais uns 3 minutos. Terminar com uma pitada de sementes de papoila por cima.

Acompanhar com uma mix de salada fresca, tomates aos quartos, uma mão cheia de azeitonas sem caroço e pepino laminado. Por cima, pode ser adicionado óregãos ou tomilho. Fica uma delícia. Bom apetite.

Pudim de Sêmola de Milho com Morangos e Limão





Desde a primeira vez que senti o sabor da sêmola de milho que disse para mim própria, este cereal vai servir para fazer inúmeras receitas. E assim foi.

Já fiz umas quantas receitas e até já postei aqui algumas mesmo saborosas ver aqui

Este pudim deu-me um gosto especial em fazê-lo porque ainda só tinha feito receitas salgadas e com temperos variados.

Depois de algumas experiências engraçadas e tentativas com outros ingredientes, consegui que esta sêmola de milho ou polenta como também é chamada, se tornasse num belo pudim de morangos e limão.

Daqui para a frente vou fazer novas tentativas com outros cereais e verificar se fica tão delicioso de côr e sabor como este acabou por ficar.


Ingredientes:

1 litro bebida de amêndoa 
100 g açúcar de côco
Raspa de 1 limão 
200 g de semola de milho
50 g de manteiga alpro soja 
300 g de morangos
3 colheres de sopa de farinha de linhaça demolhada em 6 colheres de sopa de água durante 20 minutos
1 pitada de sal

Folhas de Hortelã (opcional)


Colocar uma panela ao lume e adicionar a bebida de amêndoa, o açúcar de côco, uma pitada de sal e a raspa da casca de 1 limão. 

Aguardar que comece a ferver para adicionar a sêmola de milho. Verter aos poucos sem parar de mexer utilizando uma vara de arames. A mistura rapidamente ganha uma consistência cremosa, semelhante ao de uma polenta. 

Retire a panela do lume, incorpore a manteiga e de seguida os morangos cortados. Reserve alguns para decorar e mexa bem. 

Adicione a linhaça, mexa bem e verta a mistura para uma travessa ou em travessas individuais untada com manteiga e leve ao forno pré-aquecido a 180º C por 30 minutos. Decore com alguns morangos e folhas de hortelã se tiver.

Mini Burgueres de Cogumelos com Feijão Preto, Beterraba e Batata Doce



Há uns dias a minha amiga Maria João pediu-me a receita destes mini burgueres vegetarianos. Em conversa numa ida á praia, disse-me que tinha gostado da apresentação e do aspecto das fotografias que tinha postado no facebook, só que como tenho estado com o meu filhote de férias da escola torna-se complicado vir aqui durante esta altura. 

De qualquer das formas, hoje o meu querido Blog faz 1 mês de existência, e por isso, achei que esta seria a melhor altura para colocar aqui a receita destes miniburgueres. 

Espero que estejam a gostar tanto como eu. 

Um óptimo dia para todos.


Ingredientes: 

300 g de feijão preto devidamente demolhado entre 8 a 12 horas
2 batatas doces grandes
1 beterraba grande bem cozida
1 embalagem de cogumelos shitake
1 pimento vermelho
Azeite
2 cebolas
2 ou 3 alhos
1 chávena farinha de arroz
ervas aromáticas secas: tomilho ou alecrim (opcional)
1 folha de louro
1 pitadinha de alho em pó
Especiarias: curcuma, paprika 


Colocar o feijão preto a cozer num tacho, wok ou panela de pressão depois de ter sido demolhado durante a noite. Noutro tacho, cozer as batatas doces com pele e a beterraba. 

Quando o feijão estiver cozido juntar um pouco da farinha de arroz e triturar na bimby na vel 4 uns 6 segundos para não ficar muito empapado e reservar. Se não tiver bimby, colocar num liquidificador e triturar em modo lento uns segundos. De seguida, reservar. 

Num recipiente, colocar as batatas doces juntamente com a beterraba e com a ajuda de um garfo picar tanto as batatas como a beterraba de forma a ficarem quase em puré mas sem estarem empapadas.

Juntar esta mistura aos feijões triturados e reservar mais um pouco, entretanto cortar o pimento vermelho aos bocadinhos finos para ser adicionado mais tarde. 

Levar um tacho ao lume e fazer um refogado com um fio de azeite, a folha de louro, o pimento vermelho, os cogumelos bem cortados e passados por água corrente, bem como os alhos e a cebola cortados finamente. 

De seguida, levar o feijão, a batata e a beterraba ao refogado e envolver muito bem durante uns minutos, adicionando a paprika, a curcuma e o alho em pó. 

Colocar a massa num recipiente e adicionar a restante farinha de arroz para moldar os mini burgueres. Levar ao forno a 180 graus durante 20 minutos. Se preferir, pode fritar em óleo de côco uns 3 minutos de cada lado. 

Acompanhe com uma salada de rúcula e espinafres, meloa e mirtilos que fica uma autêntica delícia. Bom apetite.