Bolo Mármore Veganito


Sei que não tenho vindo aqui escrever as últimas receitas que tenho feito e postado no facebook do blog, mas a minha vida tem dado uma enorme reviravolta e por alguns contratempos e factores pessoais, não me tem sido possível vir aqui com a atenção que vocês todos que me seguem merecem.

Mas com empenho, força e convicção que tudo vai melhorar, aqui estou eu com mais uma receitinha, daquelas doces e boas que todos nós gostamos de saborear de vez em quando, que é um bolo mármore veganito. 

O meu filho fez 6 anos na semana passada, dia 9 de Junho (adoro este número ❤) e como tal, não podia deixar passar esta data sem fazer um bolinho para cantarmos os parabéns na escola juntamente com os seus amiguinhos e a educadora. 

Decidi fazer um bolo diferente mas que todas as crianças pudessem gostar, saborear e ficarem felizes por poderem comemorar com o meu filhote e ainda por cima um bolo vegetariano sem ovos, leites e seus derivados, totalmente nutritivo e saudável.



Claro que é sempre difícil agradar a todos, porque as crianças hoje em dia, tal como bem sabemos, estão muito habituadas aos açucares refinados, doces e gomas sem qualquer ingrediente benéfico para a sua saúde.

Quando chego à escola mal entro na sala, vejo logo umas 15 crianças todas contentes por verem o bolo, disseram que estava muito bonito e que devia ser delicioso. 

Cantámos todos os parabéns e quando começo a cortar as fatias para entregar a cada um dos petizes, dou por mim rodeada de criançada a querer repetir duas e três vezes as fatias do bolinho.

São crianças habituadas ao açucar processado, às gomas, aos chocolates, aos danoninhos e manhãzitos e todos os "itos" que existem em todos os hipermercados. 

Como tal, foi para mim, um misto de sensações como gratidão, amor e felicidade quando vejo que gostaram verdadeiramente e um dos melhores amigos do meu filho vem ter comigo e diz: "Mãe do Miguel, foi o melhor bolo que comi em toda a minha vida"...ahahahah...( sendo que tem 6 anos e uma vida inteira pela frente para provar bolos)

O meu filhote ficou muito feliz pelos amigos gostarem do bolo da mãe e acabou por dizer no final: " Mãe sabes uma coisa?! Diz filho: "Eu adoro ser vegetariano". 


E só por este comentário, já valeu a pena todo o esforço para fazer um bolo de aniversário que todos pudessem comer e gostar. 



Ingredientes:

2 chávenas farinha de espelta integral 

300 g farinha de côco biológico

6 colheres de sopa de cacau em pó biológico

30 tâmaras medjool demolhadas em água morna durante 30 minutos

180 ml óleo de côco

1 chávena e meia de água à temperatura ambiente

1 chávena e meia de leite de côco biológico

6 gotas essência de baunilha

2 colheres sopa de fermento em pó


Cobertura:

150g de castanhas de caju demolhadas em água de véspera

10 morangos biológicos

150 ml de leite de côco

xarope de ácer q.b.

morangos e mirtilos para decorar



Preparação:

Comece por pré aquecer o forno a 170º. 

Retirar a água da demolha das tâmaras e secar com um pano fino o excesso de água. 

Levar a farinha de espelta integral com as tâmaras até um processador ou na bimby e triturar esta mistura durante 1 minuto na vel 9. 

Numa taça grande juntar este preparado com a farinha de côco, o óleo de côco, a água morna, o leite de côco e a essência de baunilha. 

Mexer com a vara de arames até ficar uma massa uniforme. 

Antes de colocar o fermento adicione o cacau em pó e mexa com uma colher para ficar com o efeito de mármore. 

E só por último deve juntar o fermento e mexer apenas para misturar todos os ingredientes. 

Colocar a mistura numa forma alta com furo no centro, untada com óleo de côco e levar ao forno a 180º por cerca de 40 minutos aproximadamente. 

Dependendo do forno deverá ficar pronto quando fizerem o teste do palito e sair limpinho.

Para fazer a cobertura, basta colocar num processador os cajus com o leite de côco e triturar muito bem uns minutos até ficar um créme homogéneo. Adicionar os morangos mais o xarope de ácer e processar mais um pouco.

Quando o bolo estiver à temperatura ambiente cobrir com o créme de cajus e decorar com morangos, mirtilos e chocolate derretido por cima.



P.S Podem substituir as tâmaras por açúcar mascavado ou açúcar de tâmaras. E ainda substituir o cacau em pó por farinha de alfarroba. Vai depender do gosto de cada um. O bolo cresceu muito porque fiz numa forma alta com furo no meio. No entanto, já testei com outro tipo de formas e deu bom resultado mas pode é não crescer tanto como foi neste caso. Podem também substituir o leite de côco da cobertura por água e fazer com natas vegetais em vez de castanhas de cajú.

Queijo vegetal de castanha de caju e veganchee de azeitonas


Quando era mais pequena, gostava de comer uma fatia de pão com queijo e marmelada ao lanche. Normalmente, isso acontecia em casa dos meus avós maternos, a minha avó era uma cozinheira de mão cheia, fazia quase tudo em casa e a marmelada caseira era simplesmente deliciosa. 

Contudo, sabemos hoje em dia que todas estas receitas estão cheias de nutrientes nefastos para o nosso organismo e de açucares processados. 

Naquela altura, não se falava muito sobre nutrição e alimentação lá em casa, no entanto, aquela sensação da minha avó ter o cuidado de fazer o pão em casa e a marmelada caseira, fazia-me sentir muito amada, feliz e acarinhada sempre que fazia uma visita.



Penso que todos nós já passámos por isso, ter a plena consciência de que hoje em dia temos mais informação do que nos anos 80 ou 90 e que sabemos muito mais aquilo que devemos comer do que naquela altura. 

Quando comecei a fazer queijos vegetais, queria lembrar-me dos sabores da minha infância, poder sentir-me bem fazendo receitas saborosas, relembrar sentires antigos de uma maneira mais feliz e prazeirosa.

Apesar de não apreciar a maior parte dos queijos que derivam de origem animal, sempre apreciei aqueles queijos creme como os da marca queru ou filadelfia, bem como queijo flamengo ou palhais.



E foi num desses dias de lembranças com a minha mãe, que decidi testar e apostar numa receita de um queijo vegetal cremoso, cujo sabor estivesse todo lá de maneira que não restassem dúvidas que estava perante algo inigualável, delicioso e bastante mais nutritivo do que os queijos normais de compra.

Primeiro, testei com castanha do brasil ou castanha do pará, mas achei que ficou com um sabor um pouco amargo, depois experimentei juntar amêndoas ou amendoins e já ficou com um sabor melhor.

No entanto, a castanha de caju é a melhor para fazer este tipo de receitas. Para mim, é uma das melhores oleaginosas que existem na natureza. É multifacetada, tanto dá para receitas doces como salgadas e confere uma cremosidade fora de série.

Assim sendo, tinha umas castanhas de caju demolhadas e um queijo veganchee da minha querida Mónica Venda e pensei: E se juntasse os dois sabores e fizesse um queijo vegetal cremoso?! 



E dessa maneira saiu esta receita:

1 chávena e meia de castanhas de caju cruas demolhadas em água de véspera ou no mínimo 8 horas
2 chávenas de água morna
1 colher e meia de chá de flor de sal
3 colheres de sopa de fécula de mandioca 
1 colher de sopa de levedura de cerveja
sumo de um limão 
2 colheres de sopa polvilho azedo
1/4 de queijo veganchee de azeitonas



Preparação:

Lavar muito bem as castanhas de caju, colocá-las dentro da bimby ou outro processador com a água morna e juntar o sal, a levedura, o limão e o polvilho azedo. 

Triturar tudo durante um minuto ou até ficar com um creme consistente. Adicionar o preparado num tacho e levar ao lume até começar a ferver. 

Nesta altura, juntar o veganchee e a fécula de mandioca mexendo sem parar até ficar com uma massa cremosa e ferver por completo o que pode demorar uns 2 ou 3 minutos. 

Se começar a ficar muito pastoso adicionem um pouco mais de água morna e sumo de limão.

No final, basta colocar o queijo creme num recipiente e deixar arrefecer. Quando estiver à temperatura ambiente é só levar ao frigorífico que dura mais ou menos uma semana. 

Podem passar o queijo em pão caseiro, tostas integrais, galetes de quinoa ou arroz integral. É tão bom que cá em casa não durou dois dias.

Para encomendarem os VeganChee da Mónica basta clicarem aqui do lado direito da página e efectuarem o pedido por mensagem ou contactarem através do seu número de telefone.

Ovo de Páscoa Veganito


Faz hoje uma semana que se comemorou a Páscoa, uma altura onde se costuma fazer uma série de receitas baseadas nessa época festiva. Desde ovos da páscoa, folares a bolos tradicionais, tudo se faz para que essa data seja bem recebida por todos.

Confesso que não dou muito valor a estas datas comemorativas, pois não me fazem muito sentido, no entanto, é sempre uma boa altura para se realizar uma receita fresca, doce e que já apetece para estes dias que vão ficando cada vez mais solarengos.

Sempre tive aquela vontade de fazer um ovo de páscoa, imaginei muitas vezes como iria fazê-lo, como faria para que ficasse com aquela textura crocante e deliciosa logo à primeira dentada.

Mas depois pensava: " Como fazer um ovo de chocolate que fique parecido com o tradicional mas sem nenhum ingrediente de origem animal?! "

Depois de algumas pesquisas, decidi fazer uma receita simples mas cujo sabor estivesse lá todo, com alimentos frescos e deliciosos, que todos pudessem provar e experimentar, sendo algo diferente mas comestível, agradável e equilibrado.

Podem experimentar fazer esta receita sem o chocolate que fica igualmente bom, mas em vez de chamarem ovo de páscoa com chocolate podem fazê-lo como um "nice cream" que é o nome que se dá a gelado de fruta congelada.

Para fazer este ovo de páscoa basta obter um recipiente que seja semelhante a uma metade de um ovo, para que seja mais fácil moldar o chocolate. Podem também comprar moldes pela internet que sejam recicláveis. 

Eu pessoalmente não encomendei, porque consegui encontrar numa loja estas taças bonitas com o formato certo que eu precisava para realizar a receita. depois de algumas tentativas saiu este ovinho veganito cheio de alimentos bons, saudáveis e coloridos ❤


Receita:

1 embalagem de chocolate 85% de cacau 
5 bananas congeladas 
1 pitada de canela 
1 mão cheia de cajus crus demolhados de véspera  
1 fio de xarope de tâmaras 
1 mão cheia de côco cru laminado 
1 chávena de frutos vermelhos 
1 fio de maple syrup 
Uma mão cheia de pepitas de chocolate preto para decorar


Preparação:

Juntar o chocolate numa taça dentro de um tacho com água até derreter em banho maria. Adoçar com um fio de xarope de tâmaras. E reservar até ficar morno. 

De seguida, colocar o creme de chocolate à volta das taças de ovo com a ajuda de uma colher. Levar ao congelador por 10 minutos e depois da segunda camada mais 20 minutos. 

Deixar ficar lá dentro até terminar a segunda etapa da receita. Num tacho juntar os frutos vermelhos com um pouco de água e adoçar com um fio de maple syrup, mexendo até ferver e ficar uma mistura cremosa. Reservar até ficar completamente frio. 

Na bimby triturar as bananas congeladas juntamente com os cajus e juntar a canela. Retirar as tacinhas do congelador e adicionar uma camada do creme de frutos vermelhos e uma camada do preparado de caju e bananas. 

Decorar com o côco laminado, as pepitas de chocolate e um fio do xarope de tâmaras. Levar de novo ao congelador por umas horas. Comer à dentada :)


Folar de Páscoa Veganito


A páscoa foi à três dias, mas só hoje consegui vir aqui publicar a receita do folar veganito que fiz para este ano. Ficou com uma textura fôfa e aveludada mas ao mesmo tempo com uma consistência crocante por cima e muito saborosa por dentro .

A minha avó materna costumava fazer uns folares maravilhosos e esta receita também é um pouco dela, contudo alterei alguns ingredientes para ficar mais aproximado ao vegetarianismo.

Sabe-se que os folares são em forma de ninho e reza a tradição que deve ser colocado um ovo no meio. No entanto, desde que faço receitas vegetarianas que junto por cima do folar uma laranja, uma maçã ou até mesmo um limão. 

Faço isso por mera informação, para demonstrar que existem outras alternativas que não seja colocar um ovo no meio do folar pascal. E lá por sermos vegetarianos, não quer dizer com isso que a nossa comida não possa ser igual à mais convencional. 

Não sou muito dada às tradições, mas quando faço uma receita que apela a uma época festiva, tento sempre fazê-la à minha maneira substituindo os ingredientes que sejam de origem animal por outros de origem vegetal.

E porque não um folar veganito cheio de ingredientes do bem?! 



Aqui vai a receitinha ❤

350 g farinha de espelta branca
150 g farinha de espelta integral
10 g de fermento de padeiro seco 
75 ml óleo de côco derretido
250 ml bebida vegetal de amêndoa morna
1 colher de chá flor de sal
150 g açucar amarelo
1 colher de sopa canela em pó
1 colher sopa erva doce em pó
raspa de uma laranja 
sumo de meia laranja

Coberturta:

3 colheres de sopa de amido de milho 
100 ml bebida vegetal de amêndoa
1 pau de canela
1 casca de limão
3 colheres de sopa manteiga vegetal
5 colheres de sopa xarope de ácer ou xarope de tâmaras



Preparação:

Colocar a bebida de amêndoa morna numa tigela, juntar o fermento de padeiro e mexer um pouco. Reservar 10 minutos até a massa crescer de volume. 
Numa taça adicionar as farinhas, o sal, o açucar, a erva doce mais a canela e a raspa de laranja. 

De seguida, abrir um buraco no meio da massa e deitar a mistura de bebida de amêndoa com o fermento mais o óleo de côco derretido e o sumo da meia laranja. Misturar tudo muito bem com as mãos durante uns 5 minutos de forma a ficar com uma massa elástica e leve. 

Tapar de imediato o recipiente com uma toalha ou pelicula aderente e levar a um local seco, eu costumo colocar dentro do meu forno fechado e apagado durante 1h e 30 minutos. 

Após o tempo terminado retirar a massa para uma superfície lisa e fresca que pode ser a bancada da vossa cozinha, polvilhar com farinha e trabalhar a massa até se despegar dos dedos. 

Nesta altura, pode escolher o tipo de folar que pretende, quer seja em forma de ninho, entrançado, quadrado, redondo, em formas mais pequenas, etc. 

Eu escolhi em forma de entrançada larga porque fica maior e mais bonita. Para a trança basta fazer três rolos com a massa e juntá-los uns em cima dos outros. Pré aquecer o forno a 100º uns 3 minutos. 

Colocar a trança num recipiente forrado com papel vegetal ou um pouco de manteiga vegan e deixar a assar por uns 30 ou 35 minutos dependendo do forno. 

Retirar o folar entrançado e quando ficar morno preparar a cobertura levando um tacho ao lume com todos os ingredientes e com a ajuda de uma vara de arames mexer até começar a ferver. 

Deitar a cobertura por cima, um pouco de canela em pó e côco ralado. 



Bom apetite.

Bolo de "pão sem queijo" com mandioca e batata doce em alecrim


Este bolo salgado foi feito a pensar em pãezinhos sem queijo, os brasileiros costumam chamar de pão de beijo pois não tem qualquer ingrediente de origem animal e fica super saboroso. 

Só que quando pensei em fazê-los quis testar de maneiras diferentes e no final saiu este pão sem queijo grande e por isso dei o nome de bolo de pão sem queijo.

Já fiz uma série de receitas deste pãozinho e ficam sempre muito gulosos e bons para um lanchinho entre amigos e família. Gosto de acompanhar com doce de abóbora, tomate ou manteigas vegan.


Neste caso, a mandioca e a batata doce serviram de mote para esta receita, pois normalmente utilizo apenas um destes tubérculos, só que tinha um resto de batata doce já cozida e resolvi adicionar aos restantes ingredientes.

A mandioca é muito versátil, deixando os nossos cozinhados mais aprimorados e com uma textura semelhante a queijo tipo mozzarela, dependendo dos pratos que estivermos a cozinhar. 

Quando cozemos este tubérculo, nem sequer pensamos nas inúmeras possibilidades que temos para fazer óptimos cozinhados. Se acrescentarmos polvilho doce ou azedo que são farinhas que provêm da mandioca ainda melhor, porque vai concentrar todo o seu sabor naquele prato. 

Aqui fica a explicação de como utilizar os polvilhos doce e azedo.


E agora a receitinha ❤

500 g de mandioca previamente cozida e amassada
250 g de batata doce previamente cozida e amassada
375 g de polvilho azedo
375 g de polvilho doce
120 ml de azeite caseiro (pode usar óleo de girassol ou outro da sua preferência)

250 ml de água bem quente
1 colher sopa de flor de sal
120 g levedura de cerveja ou levedura nutricional (usei a primeira)
1 pitada de alecrim 
1 pitada de curcuma 

Se quiser, pode ainda acrescentar nesta receita alguns dos seus temperos preferidos como queijos veganos, óregãos, tomilho, alecrim, curcuma, manjericão etc...


Preparação:

Cortar os tubérculos aos cubos e deixar a cozer num tacho para ficarem com uma consistência cremosa. Levar os dois ingredientes a um processador ou bimby e processar um pouco até atingir uma massa homogénea. 

Num recipiente, juntar os restantes ingredientes e ir amassando com as mãos, tendo em atenção que a água deve estar bem quente para poder escaldar os polvilhos.

Quando verificar que a massa já está bem amasssada, untar uma forma com um pouco de óleo ou azeite e deitar todo o preparado lá para dentro. 

Levar o bolo ao congelador aproximadamente uns 30 minutos para ficar mais estaladiço e crocante por fora bem como mais fôfo por dentro.

Pré-aquecer o forno a 200º e levar o bolo salgado ao forno 20 a 25 minutos mas não mais que isso de modo a não ficarem muito secos.

Biscoitos de Cinnamon Rolls sem glúten


A Páscoa está à porta, e como tal, já ando a testar receitas que melhor se enquadrem para esta época do ano. 

Andava nas minhas pesquisas, quando lembrei de fazer uma espécie de bolos pequenos, que são muito conhecidos na América e que se chamam cinnamon rolls ou rolos de canela como são carinhosamente chamados por cá.

Costumo comer quando vou ao Ikea fazer compras e encontram-se na zona de restauração quando se pede um café ao balcão. 

Mas sempre achei que eram muito doces, demasiado industrializados e com muito glúten na mistura de farinhas.


E por essa razão, meti na cabeça que tinha de fazer uma receita semelhante mas que não levassem ovos, lacticínios ou glúten.

Mas depressa percebi, que ficaram em ponto de biscoito, em vez de ficarem com uma massa mais fôfa e macia. Claro que isso só podia ter acontecido porque esta receita leva apenas farinha de arroz, millet, trigo sarraceno e milho.

Para uma próxima receita, irei utilizar farinha de araruta ou de kamut, já que são igualmente consideradas farinhas sem glúten.




E agora a receitinha ❤

280 g mistura de farinhas (arroz, milho e trigo sarraceno)
180 g farinha de millet
60 ml bebida de amêndoa morna
120 ml água morna
3 colheres de sopa açucar de côco
15 g fermento biológico
1 "ovo" de linhaça para duas colheres de sopa de água morna
45 g margarina vegetal derretida 
1/4 colher chá de flor de sal

Recheio:

50g de açucar de côco
45g de margarina à temperatura ambiente
45g canela em pó

Cobertura:

120 ml bebida de amêndoa
30g margarina vegetal 
3 colheres de sopa amido de milho
1 pau de canela
1 casca de limão
3 colheres açucar de côco




Preparação:

Colocar numa taça de vidro o "ovo" de linhaça mais a bebida de amêndoa e a água morna com o fermento e o açucar de côco. Mexer com uma vara de arames durante uns segundos.


Juntar os restantes ingredientes de seguida e "sovar" a massa com as mãos durante 2 minutos. Deixar descansar dentro da taça em ambiente quente e seco uns 30 minutos ou até dobrar de volume.


Abrir a massa em forma de rectângulo com a ajuda de um rolo de cozinha. Pincelar a massa por cima com a margarina amolecida e juntar a mistura de açucar de côco com canela.


Fazer um rolo a partir de uma ponta da massa até à outra. Cortar em circulos de 2 dedos e deixar a massa levedar por 30 minutos num local seco. Assar em forno pré aquecido a 180º durante 25 minutos.


Colocar num tacho todos os ingredientes para fazer a cobertura e mexer bem com uma vara de arames até ficar em ponto de creme.


Deixar arrefecer os rolos de canela e verter a cobertura por cima com a ajuda de um saco de pasteleiro fazendo pequenos riscos ou com um garfo.

Deliciem-se com um cházinho de tomilho ou lúcia lima.

Bom apetite.

Veguitoque de tofu com batatas e alecrim


Aqui fica uma receita deliciosa com tofu, batatas doce e brancas no forno aromatizadas com alecrim. 

Se há coisa que gosto é fazer receitas no forno onde possa incluir batatas com tofu, seitan ou legumes. 

Costumo dizer que o segredo das receitas vegetarianas é igual a qualquer outro regime alimentar, e está todo nos temperos, nas ervas aromáticas e nas especiarias.

Reparem na côr destas batatinhas?! 

E como ainda tinha um resto de batatas doce decidi inclui-las nesta receita pois são bastante nutritivas e saudáveis.

Podem juntá-las em receitas doces ou salgadas, vai depender do gosto de cada um, eu especialmente aprecio no forno mas também em brownies ou juntar numa massa para fazer cookies.



E agora vamos à receitinha ❤

500g tofu biodharma
5 batatas doce grandes
4 batatas normais
1 tomate
1 cebola roxa
1 pitada de sementes de sésamo 
1 pepino
Sumo de uma laranja
Marinada: tamari (molho de soja), uma pitada de pimentão doce, 4 dentes de alho, um fio de azeite e ervas de provence
Temperos para as batatas: pimentão doce, pitada flor de sal, azeite q.b. e alecrim seco



Preparação:

Corte o tofu em tiras com 1 cm de espessura e coloque num saco de plástico. Faça uma marinada com um fio de tamari, a pitada de pimentão doce, os dentes de alho, o fio de azeite, as ervas de provence e junte ao tofu. Reserve no frigorífico mínimo meia hora ou durante a noite.

Corte as batatas doce e as brancas ao cubos junte numa travessa um pouco de azeite, pimentão doce e alecrim com pitada de flor de sal. Mexa bem com uma colher para que os temperos se possam juntar e largar os seus sabores.

Pré aqueça o forno e coloque a travessa na prateleira do meio a 180º durante uns 30 minutos.

Deite as tiras de tofu num recipiente com o restante molho da marinada e disponha na parte de cima do forno durante uns 10 minutos a 100º. Depois vire as tiras e mais 10 minutos do outro lado.

Junte um pouco de azeite por cima com um pincel para ficarem rosados e coloque mais 5 minutos de cada lado a 170º.

Corte o tomate e o pepino aos bocados para uma taça, tempere com sementes de sésamo, fio de azeite, cebola roxa às tiras, um pouco de flor de sal e sumo de uma laranja. Mexa e reserve.

Junte num prato o tofu com as batatinhas mais a salada fresca e delicie-se com estes sabores maravilhosos.

Bom apetite.

SORTEIO de 1 Cabaz de Páscoa pela Villarrica Gourmet Store - Sabor, alma e côr



Aproxima-se a época de páscoa, e como tal resolvi em parceria com a minha querida Ana Villarrica da Villarrica Gourmet Store fazer um SORTEIO de 1 Cabaz com alguns dos ingredientes mais saborosos da sua loja.

Para participar no concurso é necessário:

1. fazer Gosto e Seguir na página do facebook do sabor alma e côr 
2. fazer Gosto e Seguir na página do facebook da villarrica gourmet store
3. Seguir no instagram o sabor, alma e côr;
4. comentar este post do facebook com o seu primeiro e último nome identificando 5 amigos;
5. partilhar este post na sua cronologia do facebook
6. deixar o comentário "a participar no passatempo" aqui no blog;
O sorteio é válido apenas para Portugal Continental e termina dia 12 de Abril. O vencedor será escolhido aleatoriamente entre os participantes.

Boa Sorte ❤

Queijo vegano de tremoço


Para um bom pequeno almoço, lanche ou ceia que tal um queijo vegano de tremoço?!

Podem acompanhar com tostas integrais ou galettes de arroz que fica uma delícia. 

Na confecção de receitas podem ralar por cima, derreter em pizzas ou fazer uma maionese deliciosa.

Surpreendam-se com novas texturas e sabores. 

Fonte de Inspiração:Blog VegVida da Renata Octaviani



Receita:
1 chávena e meia de água morna
3 colheres de sopa de algas agar agar 
1 colher de sopa de polvilho azedo
1 colher de sobremesa de levedura de cerveja
1/2 chávena de tremoços a Granel sem casca (podem fazer com casca se quiserem)
1 pitada de flor de sal
1 pitada de pimenta preta
umas folhas de salsa e coentros
1 fio de azeite caseiro bem generoso
Umas gotas de sumo de limão
1 pitada de curcuma ou açafrão das índias para dar côr



Preparação:

Num tacho, juntar a água para ferver juntamente com as algas agar agar, o polvilho azedo e a levedura de cerveja. Ir mexendo uns 5 a 10 minutos sem parar até o líquido ficar com uma consistência cremosa como se fosse clara de ovo.

Colocar na bimby este preparado quente e os restantes ingredientes logo de imediato, rectificar os temperos, triturar tudo durante 1 a 2 minutos e deixar arrefecer num recipiente redondo untado com azeite.

Levar ao frigorífico até solidificar mais ou menos uma hora.

Está pronto a servir. Bom apetite.

Estufado de trigo sarraceno com cenouras e pimentos em feijão azuki e salada fresca


Comecei a gostar de trigo sarraceno quando descobri o segredo para que ficasse saboroso, solto e aromatizado. Nesta receita, explico como vou fazer, bem como as medidas e a forma de apreciarem este cereal que não tem nem trigo nem glúten.

Posso garantir-vos que se podem fazer receitas deliciosas com trigo sarraceno desde bolos, cookies, bolachas, papas de pequeno almoço, brownies, etc. Especialmente, gosto dele assim, cozinhado com leguminosas e legumes ou verduras com uma salada fresca.

Caso queiram experimentar, e não saibam onde podem comprar esta maravilha da natureza, basta acederem na loja Dona Vegana aqui do lado direito da página.

Têm outros tipos de produtos que podem encomendar e testar nas vossas cozinhas.


E agora a deliciosa receitinha ❤

1 chávena de trigo sarraceno demolhado de véspera
1 chávena de feijão azuki demolhado em água de véspera com uma tira de alga kombu (para retirar o excesso de fitatos)
1 tomate
1 pepino
mistura de alfaces e rúcula
1 cebola
2 ou 3 folhas de couve coração
flor de sal q.b.
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 fio de azeite caseiro
6 tiras de um pimento vermelho grande
1 cenoura 
vinagre balsâmico a gosto
temperos: curcuma, pimentão doce, pimenta preta, oregãos e ervas de provence


Preparação:

Colocar o feijão azuki num tacho a cozer com uma tira nova de alga kombu durante 40 minutos ou na bimby durante 20 minutos. Se quiser, deite umas folhas de couve coração a meio da cozedura que ajuda na digestão. Reservar.

Noutro tacho, adicionar um fio de azeite com a folha de louro sem o veio do meio, a cebola e o alho cortados finamente e deixar alourar uns segundos. Colocar os temperos de seguida, mexer mais um pouco e juntar o trigo sarraceno com a ajuda de uma colher de pau. 

Adicionar água a ferver e cozinhar com tampa até que a água evapore por completo. A meio do cozimento colocar as tiras de pimento e as cenouras cortadas aos cubos.

Dispôr num prato a salada fresca de alface, o tomate e o pepino mais o trigo sarraceno e o feijão azuki. Colocar um fio de vinagre balsâmico com os oregãos por cima ou os temperos a seu gosto.

Bom apetite. 

Mousse de morango e cajus em pepitas de cacau e côco



Sempre que me apetece um doce fresco lembro-me logo de mousses de fruta, quer seja de Verão ou de Inverno. Hoje até está um dia chuvoso e cinzento, mas só de me lembrar na possibilidade de comer algo saboroso, e ao mesmo tempo doce e saudável, dá-me logo vontade de ir para a cozinha. 

E assim fiz. Já tinha cajus demolhados para fazer outras receitas, os morangos que estavam no frigorífico iam servir para outros testes que ia fazer, mais um resto de côco ralado bio e pepitas de cacau crú. Só que desta vez, quis mesmo testar esta mousse, sem natas, sem leites e sem açucares processados.

Fazer uma receita semelhante às que já existem, nem sempre é fácil, mas testando umas quantas vezes chegamos lá e no final é uma sensação de dever cumprido. Eu, pelo menos, sinto uma imensa alegria de ver uma receita acabada, saboreá-la e ter ficado uma autêntica delícia.


Receita:

250g morangos biológicos
250g cajús crus demolhados de véspera pelo menos 4 horas antes de fazer a receita
250g de água 
8 colheres xarope de ácer
30 ml (duas colheres de sopa) de algas agar agar
raspas de cacau e côco ralado para decorar


Preparação:

Na bimby ou num processador, triture os morangos com um pouco de água mais o xarope de ácer durante um minuto.

Adicione esta mistura num tacho com as algas agar agar em pó e mexa até ferver em lume brando. Reserve.

Na bimby, triture os cajus demolhados de véspera com a água durante dois minutos ou até ficar em creme. Junte este preparado aos morangos e mexa com uma vara de arames.

Coloque em taças por camadas. Um pouco de creme de morangos e uma camada de cajus e assim sucessivamente até chegar ao cimo.  

No final, junte raspas de cacau e côco por cima do preparado.

Leve ao frigorífico durante a noite ou no mínimo 4 horas. 

Pode substituir os cajus por bebida vegetal de côco na mesma medida. E em vez de morangos pode usar mirtilos, frutos vermelhos congelados, abacaxi ou manga tudo com a mesma medida.

Bom apetite.

Salteado de cogumelos shimeji em cama de grão tostado com acelgas


Descobri os cogumelos shimeji numa superfície comercial muito conhecida. Costumo lá comprar a maior parte dos produtos vegan para fazer as minhas receitas. 

Além de serem de excelente qualidade preço, já provaram que o que vendem tem bons certificados e na sua maioria são biológicos.

Os cogumelos shimeji têm um sabor e textura muito próprios, pode-se mesmo dizer que são especiais e ao mesmo tempo delicados. A caracterísitca principal é o aroma que emanam quando são confeccionados. 

É que tal como eu, a maior parte das pessoas não nasceram vegetarianas e ainda se recordam dos sabores de alguns dos alimentos de origem animal.

Eu confesso que quando provei pela primeira vez esta maravilhosa iguaria pensei para mim própria: Como isto é possível?! Parece que estou a comer literalmente pescada ou camarão frito com aquele tempero maravilhoso.

E se podemos comer algo tão bom, saboroso e delicioso sem fazer mal aos nossos queridos animais e ainda ser benéfico para a saúde porque não?! 

Para mim, é muito importante cozinhar ingredientes bons, frescos e nutritivos mas se me fizerem lembrar desses sabores do passado, ainda melhor, porque não foi isso que me fez mudar. 

O que me levou a alterar a minha alimentação, foi poder ajudar-me a mim mesma através de ingredientes diferentes, saudáveis e com um cunho ético pela humanidade. 

Muito já se falou sobre a nossa alimentação mas como digo muitas vezes o segredo de todas as receitas está nos temperos. Se a comida estiver bem temperada ninguém vai notar a diferença. 

E agora vamos à receita com estes belos e maravilhosos shimeji ❤


Receita:

1 embalagem de cogumelos shimeji castanhos
1 molho de acelgas tricolores
1/2 chavena de grão de bico cozido e tostado
azeite q.b.
flor de sal q.b.
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
ervas aromáticas: ervas de provence
especiarias: curcuma, pimenta preta, gengibre fresco ralado, paprika, alho em pó



Preparação:

Lavar muito bem os cogumelos shimeji em água corrente e cortar a parte dos pés maiores. 

Levar um tacho ao lume com um fio de azeite, cebola cortada finamente e uma folha de louro.

Saltear os cogumelos, juntar uma pitada de flor de sal, o alho em pó, o gengibre, a curcuma, paprika, pimenta preta e ervas de provence, mexendo muito bem até soltar os liquidos que lhes são característicos.

Baixar o lume e deixar a cozinhar por mais uns minutos. Rectificar os temperos e reservar.

Para cozinhar o grão é só cozer depois de ter sido demolhado e tostar no forno com um fio de azeite e uma pitada de flor de sal.

As acelgas podem ser escaldadas ou salteadas bem como cozidas ao vapor.
Desta vez, quis saltear em alho e azeite caseiro.

Bom apetite.