Biscoitos de Cinnamon Rolls sem glúten


A Páscoa está à porta, e como tal, já ando a testar receitas que melhor se enquadrem para esta época do ano. 

Andava nas minhas pesquisas, quando lembrei de fazer uma espécie de bolos pequenos, que são muito conhecidos na América e que se chamam cinnamon rolls ou rolos de canela como são carinhosamente chamados por cá.

Costumo comer quando vou ao Ikea fazer compras e encontram-se na zona de restauração quando se pede um café ao balcão. 

Mas sempre achei que eram muito doces, demasiado industrializados e com muito glúten na mistura de farinhas.


E por essa razão, meti na cabeça que tinha de fazer uma receita semelhante mas que não levassem ovos, lacticínios ou glúten.

Mas depressa percebi, que ficaram em ponto de biscoito, em vez de ficarem com uma massa mais fôfa e macia. Claro que isso só podia ter acontecido porque esta receita leva apenas farinha de arroz, millet, trigo sarraceno e milho.

Para uma próxima receita, irei utilizar farinha de araruta ou de kamut, já que são igualmente consideradas farinhas sem glúten.




E agora a receitinha ❤

280 g mistura de farinhas (arroz, milho e trigo sarraceno)
180 g farinha de millet
60 ml bebida de amêndoa morna
120 ml água morna
3 colheres de sopa açucar de côco
15 g fermento biológico
1 "ovo" de linhaça para duas colheres de sopa de água morna
45 g margarina vegetal derretida 
1/4 colher chá de flor de sal

Recheio:

50g de açucar de côco
45g de margarina à temperatura ambiente
45g canela em pó

Cobertura:

120 ml bebida de amêndoa
30g margarina vegetal 
3 colheres de sopa amido de milho
1 pau de canela
1 casca de limão
3 colheres açucar de côco




Preparação:

Colocar numa taça de vidro o "ovo" de linhaça mais a bebida de amêndoa e a água morna com o fermento e o açucar de côco. Mexer com uma vara de arames durante uns segundos.


Juntar os restantes ingredientes de seguida e "sovar" a massa com as mãos durante 2 minutos. Deixar descansar dentro da taça em ambiente quente e seco uns 30 minutos ou até dobrar de volume.


Abrir a massa em forma de rectângulo com a ajuda de um rolo de cozinha. Pincelar a massa por cima com a margarina amolecida e juntar a mistura de açucar de côco com canela.


Fazer um rolo a partir de uma ponta da massa até à outra. Cortar em circulos de 2 dedos e deixar a massa levedar por 30 minutos num local seco. Assar em forno pré aquecido a 180º durante 25 minutos.


Colocar num tacho todos os ingredientes para fazer a cobertura e mexer bem com uma vara de arames até ficar em ponto de creme.


Deixar arrefecer os rolos de canela e verter a cobertura por cima com a ajuda de um saco de pasteleiro fazendo pequenos riscos ou com um garfo.

Deliciem-se com um cházinho de tomilho ou lúcia lima.

Bom apetite.

Veguitoque de tofu com batatas e alecrim


Aqui fica uma receita deliciosa com tofu, batatas doce e brancas no forno aromatizadas com alecrim. 

Se há coisa que gosto é fazer receitas no forno onde possa incluir batatas com tofu, seitan ou legumes. 

Costumo dizer que o segredo das receitas vegetarianas é igual a qualquer outro regime alimentar, e está todo nos temperos, nas ervas aromáticas e nas especiarias.

Reparem na côr destas batatinhas?! 

E como ainda tinha um resto de batatas doce decidi inclui-las nesta receita pois são bastante nutritivas e saudáveis.

Podem juntá-las em receitas doces ou salgadas, vai depender do gosto de cada um, eu especialmente aprecio no forno mas também em brownies ou juntar numa massa para fazer cookies.



E agora vamos à receitinha ❤

500g tofu biodharma
5 batatas doce grandes
4 batatas normais
1 tomate
1 cebola roxa
1 pitada de sementes de sésamo 
1 pepino
Sumo de uma laranja
Marinada: tamari (molho de soja), uma pitada de pimentão doce, 4 dentes de alho, um fio de azeite e ervas de provence
Temperos para as batatas: pimentão doce, pitada flor de sal, azeite q.b. e alecrim seco



Preparação:

Corte o tofu em tiras com 1 cm de espessura e coloque num saco de plástico. Faça uma marinada com um fio de tamari, a pitada de pimentão doce, os dentes de alho, o fio de azeite, as ervas de provence e junte ao tofu. Reserve no frigorífico mínimo meia hora ou durante a noite.

Corte as batatas doce e as brancas ao cubos junte numa travessa um pouco de azeite, pimentão doce e alecrim com pitada de flor de sal. Mexa bem com uma colher para que os temperos se possam juntar e largar os seus sabores.

Pré aqueça o forno e coloque a travessa na prateleira do meio a 180º durante uns 30 minutos.

Deite as tiras de tofu num recipiente com o restante molho da marinada e disponha na parte de cima do forno durante uns 10 minutos a 100º. Depois vire as tiras e mais 10 minutos do outro lado.

Junte um pouco de azeite por cima com um pincel para ficarem rosados e coloque mais 5 minutos de cada lado a 170º.

Corte o tomate e o pepino aos bocados para uma taça, tempere com sementes de sésamo, fio de azeite, cebola roxa às tiras, um pouco de flor de sal e sumo de uma laranja. Mexa e reserve.

Junte num prato o tofu com as batatinhas mais a salada fresca e delicie-se com estes sabores maravilhosos.

Bom apetite.

SORTEIO de 1 Cabaz de Páscoa pela Villarrica Gourmet Store - Sabor, alma e côr



Aproxima-se a época de páscoa, e como tal resolvi em parceria com a minha querida Ana Villarrica da Villarrica Gourmet Store fazer um SORTEIO de 1 Cabaz com alguns dos ingredientes mais saborosos da sua loja.

Para participar no concurso é necessário:

1. fazer Gosto e Seguir na página do facebook do sabor alma e côr 
2. fazer Gosto e Seguir na página do facebook da villarrica gourmet store
3. Seguir no instagram o sabor, alma e côr;
4. comentar este post do facebook com o seu primeiro e último nome identificando 5 amigos;
5. partilhar este post na sua cronologia do facebook
6. deixar o comentário "a participar no passatempo" aqui no blog;
O sorteio é válido apenas para Portugal Continental e termina dia 12 de Abril. O vencedor será escolhido aleatoriamente entre os participantes.

Boa Sorte ❤

Queijo vegano de tremoço


Para um bom pequeno almoço, lanche ou ceia que tal um queijo vegano de tremoço?!

Podem acompanhar com tostas integrais ou galettes de arroz que fica uma delícia. 

Na confecção de receitas podem ralar por cima, derreter em pizzas ou fazer uma maionese deliciosa.

Surpreendam-se com novas texturas e sabores. 

Fonte de Inspiração:Blog VegVida da Renata Octaviani



Receita:
1 chávena e meia de água morna
3 colheres de sopa de algas agar agar 
1 colher de sopa de polvilho azedo
1 colher de sobremesa de levedura de cerveja
1/2 chávena de tremoços a Granel sem casca (podem fazer com casca se quiserem)
1 pitada de flor de sal
1 pitada de pimenta preta
umas folhas de salsa e coentros
1 fio de azeite caseiro bem generoso
Umas gotas de sumo de limão
1 pitada de curcuma ou açafrão das índias para dar côr



Preparação:

Num tacho, juntar a água para ferver juntamente com as algas agar agar, o polvilho azedo e a levedura de cerveja. Ir mexendo uns 5 a 10 minutos sem parar até o líquido ficar com uma consistência cremosa como se fosse clara de ovo.

Colocar na bimby este preparado quente e os restantes ingredientes logo de imediato, rectificar os temperos, triturar tudo durante 1 a 2 minutos e deixar arrefecer num recipiente redondo untado com azeite.

Levar ao frigorífico até solidificar mais ou menos uma hora.

Está pronto a servir. Bom apetite.

Estufado de trigo sarraceno com cenouras e pimentos em feijão azuki e salada fresca


Comecei a gostar de trigo sarraceno quando descobri o segredo para que ficasse saboroso, solto e aromatizado. Nesta receita, explico como vou fazer, bem como as medidas e a forma de apreciarem este cereal que não tem nem trigo nem glúten.

Posso garantir-vos que se podem fazer receitas deliciosas com trigo sarraceno desde bolos, cookies, bolachas, papas de pequeno almoço, brownies, etc. Especialmente, gosto dele assim, cozinhado com leguminosas e legumes ou verduras com uma salada fresca.

Caso queiram experimentar, e não saibam onde podem comprar esta maravilha da natureza, basta acederem na loja Dona Vegana aqui do lado direito da página.

Têm outros tipos de produtos que podem encomendar e testar nas vossas cozinhas.


E agora a deliciosa receitinha ❤

1 chávena de trigo sarraceno demolhado de véspera
1 chávena de feijão azuki demolhado em água de véspera com uma tira de alga kombu (para retirar o excesso de fitatos)
1 tomate
1 pepino
mistura de alfaces e rúcula
1 cebola
2 ou 3 folhas de couve coração
flor de sal q.b.
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 fio de azeite caseiro
6 tiras de um pimento vermelho grande
1 cenoura 
vinagre balsâmico a gosto
temperos: curcuma, pimentão doce, pimenta preta, oregãos e ervas de provence


Preparação:

Colocar o feijão azuki num tacho a cozer com uma tira nova de alga kombu durante 40 minutos ou na bimby durante 20 minutos. Se quiser, deite umas folhas de couve coração a meio da cozedura que ajuda na digestão. Reservar.

Noutro tacho, adicionar um fio de azeite com a folha de louro sem o veio do meio, a cebola e o alho cortados finamente e deixar alourar uns segundos. Colocar os temperos de seguida, mexer mais um pouco e juntar o trigo sarraceno com a ajuda de uma colher de pau. 

Adicionar água a ferver e cozinhar com tampa até que a água evapore por completo. A meio do cozimento colocar as tiras de pimento e as cenouras cortadas aos cubos.

Dispôr num prato a salada fresca de alface, o tomate e o pepino mais o trigo sarraceno e o feijão azuki. Colocar um fio de vinagre balsâmico com os oregãos por cima ou os temperos a seu gosto.

Bom apetite. 

Mousse de morango e cajus em pepitas de cacau e côco



Sempre que me apetece um doce fresco lembro-me logo de mousses de fruta, quer seja de Verão ou de Inverno. Hoje até está um dia chuvoso e cinzento, mas só de me lembrar na possibilidade de comer algo saboroso, e ao mesmo tempo doce e saudável, dá-me logo vontade de ir para a cozinha. 

E assim fiz. Já tinha cajus demolhados para fazer outras receitas, os morangos que estavam no frigorífico iam servir para outros testes que ia fazer, mais um resto de côco ralado bio e pepitas de cacau crú. Só que desta vez, quis mesmo testar esta mousse, sem natas, sem leites e sem açucares processados.

Fazer uma receita semelhante às que já existem, nem sempre é fácil, mas testando umas quantas vezes chegamos lá e no final é uma sensação de dever cumprido. Eu, pelo menos, sinto uma imensa alegria de ver uma receita acabada, saboreá-la e ter ficado uma autêntica delícia.


Receita:

250g morangos biológicos
250g cajús crus demolhados de véspera pelo menos 4 horas antes de fazer a receita
250g de água 
8 colheres xarope de ácer
30 ml (duas colheres de sopa) de algas agar agar
raspas de cacau e côco ralado para decorar


Preparação:

Na bimby ou num processador, triture os morangos com um pouco de água mais o xarope de ácer durante um minuto.

Adicione esta mistura num tacho com as algas agar agar em pó e mexa até ferver em lume brando. Reserve.

Na bimby, triture os cajus demolhados de véspera com a água durante dois minutos ou até ficar em creme. Junte este preparado aos morangos e mexa com uma vara de arames.

Coloque em taças por camadas. Um pouco de creme de morangos e uma camada de cajus e assim sucessivamente até chegar ao cimo.  

No final, junte raspas de cacau e côco por cima do preparado.

Leve ao frigorífico durante a noite ou no mínimo 4 horas. 

Pode substituir os cajus por bebida vegetal de côco na mesma medida. E em vez de morangos pode usar mirtilos, frutos vermelhos congelados, abacaxi ou manga tudo com a mesma medida.

Bom apetite.

Salteado de cogumelos shimeji em cama de grão tostado com acelgas


Descobri os cogumelos shimeji numa superfície comercial muito conhecida. Costumo lá comprar a maior parte dos produtos vegan para fazer as minhas receitas. 

Além de serem de excelente qualidade preço, já provaram que o que vendem tem bons certificados e na sua maioria são biológicos.

Os cogumelos shimeji têm um sabor e textura muito próprios, pode-se mesmo dizer que são especiais e ao mesmo tempo delicados. A caracterísitca principal é o aroma que emanam quando são confeccionados. 

É que tal como eu, a maior parte das pessoas não nasceram vegetarianas e ainda se recordam dos sabores de alguns dos alimentos de origem animal.

Eu confesso que quando provei pela primeira vez esta maravilhosa iguaria pensei para mim própria: Como isto é possível?! Parece que estou a comer literalmente pescada ou camarão frito com aquele tempero maravilhoso.

E se podemos comer algo tão bom, saboroso e delicioso sem fazer mal aos nossos queridos animais e ainda ser benéfico para a saúde porque não?! 

Para mim, é muito importante cozinhar ingredientes bons, frescos e nutritivos mas se me fizerem lembrar desses sabores do passado, ainda melhor, porque não foi isso que me fez mudar. 

O que me levou a alterar a minha alimentação, foi poder ajudar-me a mim mesma através de ingredientes diferentes, saudáveis e com um cunho ético pela humanidade. 

Muito já se falou sobre a nossa alimentação mas como digo muitas vezes o segredo de todas as receitas está nos temperos. Se a comida estiver bem temperada ninguém vai notar a diferença. 

E agora vamos à receita com estes belos e maravilhosos shimeji ❤


Receita:

1 embalagem de cogumelos shimeji castanhos
1 molho de acelgas tricolores
1/2 chavena de grão de bico cozido e tostado
azeite q.b.
flor de sal q.b.
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
ervas aromáticas: ervas de provence
especiarias: curcuma, pimenta preta, gengibre fresco ralado, paprika, alho em pó



Preparação:

Lavar muito bem os cogumelos shimeji em água corrente e cortar a parte dos pés maiores. 

Levar um tacho ao lume com um fio de azeite, cebola cortada finamente e uma folha de louro.

Saltear os cogumelos, juntar uma pitada de flor de sal, o alho em pó, o gengibre, a curcuma, paprika, pimenta preta e ervas de provence, mexendo muito bem até soltar os liquidos que lhes são característicos.

Baixar o lume e deixar a cozinhar por mais uns minutos. Rectificar os temperos e reservar.

Para cozinhar o grão é só cozer depois de ter sido demolhado e tostar no forno com um fio de azeite e uma pitada de flor de sal.

As acelgas podem ser escaldadas ou salteadas bem como cozidas ao vapor.
Desta vez, quis saltear em alho e azeite caseiro.

Bom apetite.

Pudim de chia e côco com framboesas e mirtilos


Quando começa a chegar o bom tempo nada melhor que fazer um doce para refrescar.
Fiz este pudim com bebida vegetal de côco e frutos vermelhos. Costumo fazer com abacaxi porque com o côco parece mesmo uma bebida de pinacolada.  
Mas desta vez escolhi framboesas e mirtilos.
Fica um lanche fresco, nutritivo e muito saudável.

Ingredientes:
400 ml  bebida vegetal de côco
8 colheres de sementes de chia  
Uma mão cheia de mirtilos e framboesas

Preparação:

Triturar num processador os frutos vermelhos com um pouco de água e açúcar de côco. Reservar. 
Juntar 8 colheres de sementes de chia a 400 ml de bebida de côco ou amêndoa ou uma da sua preferência num taça ou pote. 
Levar ao frigorífico uma hora ou até ficar com uma consistência gelatinosa.
Adicionar o creme de frutos vermelhos por cima com uns mirtilos e framboesas para decorar e hortelã. 
Se quiser pode comer de imediato ou levar mais meia hora ao frigorífico antes de degustar.
As sementes de chia foram encomendadas na loja online Dona Vegana

Cogumelos Pleurotus em creme de cajus com veganchee de tomate


E quando juntamos uns deliciosos cogumelos pleurotus com legumes, creme de cajus e veganchee de tomate da minha querida Mónica Venda, só podia dar nesta mistura explosiva de côr e sabor.

A Mónica Venda veio demonstrar mais uma vez que os seus queijinhos veganos são uma delícia e ficam bem em qualquer refeição sendo ou não vegetariana. 

A textura e sabor característico deste veganchee de tomate faz lembrar queijo derretido para pizzas. Pelo menos para mim é o que o meu paladar sente quando aprecia este sabor.


Experimentem que não se arrependem, tanto em tostas como num pão caseiro de mafra ou alentejano, bem como na confecção de receitas, ficam sempre bem e deixam um aroma fantástica em qualquer prato.


Ingredientes:

1 embalagem de massa folhada (comprei no Lidl) 
300g de cogumelos pleurotus
200g de cajus crus demolhados de véspera
2 tiras grandes de 1 pimento vermelho
1 courgete
1/2 beterraba pequena
1 beringela
1 cebola roxa
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 fio de azeite caseiro
flor de sal q.b.
azeite caseiro q.b.
4 colheres de sopa de polvilho doce
2 colheres de sopa de polvilho azedo
1 colher de sopa de levedura de cerveja
1 queijo VeganChee de tomate da Mónica Venda
Temperos: curcuma, pimenta preta, pimentão doce e ervas de provence 


Pré aquecer o forno a 100º uns 10 minutos.

Salteei os cogumelos pleurotus com os restantes legumes cortados aos cubos num wok com o azeite, os alhos e a cebola cortados em juliana mais a folha de louro. Adicionei os temperos com metade do veganchee de tomate ralado por cima e deixei a refogar durante uns minutos. Reservar.

Na bimby, juntei os cajus crus que tostei numa frigideira durante uns segundos, com um pouco de água e uma pitada de flor de sal mais os polvilhos com a levedura. 

Triturei na vel. 7 durante uns segundos até ficar em creme, e depois juntei o fio de azeite pelo bocal da bimby na vel. 4 durante de modo a ficar em ponto de maionese. Reservar.

Coloquei a massa folhada aberta numa travessa untada com óleo de côco e deitei o preparado dos cogumelos na metade da massa juntamente com um pouco de créme de cajus  mais as tiras de pimento vermelho cortadas aos cubos. 

Adicionei mais um pouco de veganchee ralado e fechei a outra metade da massa folhada. Pressionei bem de ambos os lados para não verter o créme durante o cozimento. Juntei mais um pouco de creme por cima da massa e ervas de provence. 

Levei ao forno na prateleira do meio a 150º durante uns 10 minutos e depois coloquei a 180º mais 15 minutos.


Acompanhar com um salteado de couve kale em alho e azeite ou legumes e salada da sua preferência.

Burguer de feijão em quinoa com beterraba e mandioca


Esta receita foi feita com aquelas "sobras" de frigorífico, eu gosto de chamar aproveitamentos, que ficam do dia anterior. Nem sempre sabemos o que fazer mas tento sempre algo diferente e que seja delicioso.

Não sei se a maioria de vocês sente o mesmo que eu, mas os alimentos de um dia para o outro parece que ficam com um sabor mais apurado e saboroso. 


Desta vez, como tinha feijão vermelho, mandioca e quinoa cozida, achei por bem fazer uns burguers com estes ingredientes todos, que tanto nos dão a nível nutricional. 


Normalmente, faço burguers vegetarianos com batata doce ou normal mas desta vez como tinha a mandioca já cozida pensei: E porque não?!




Ainda encontrei uma beterraba esquecida numa das gavetas do frigorífico e adicionei também ao preparado.


Quando ralamos ou cozinhamos beterrabas, morangos ou frutos vermelhos nas receitas podem crer que se vão surpreender pela positiva.  


Estes burguers ficaram com uma côr tão avermelhada que me fez lembrar algumas situações caricatas que já se passaram comigo. 




Muitos dos meus familiares, e até alguns amigos, ficarem na dúvida se estão ou não na presença de um burguer normal ou de um burguer vegetariano.


Mas quando começam a provar gostam tanto que pedem logo a receita para fazer em casa e testarem novos sabores, texturas e maneiras de fazer diferente.


E como eu gosto de mudar consciências e mentalidades através desta nossa alimentação tão boa, saudável, nutritiva, cheia de côr, sabor e consistência.




Receita:

Aproveitamentos de frigorífico do dia anterior: 1 chávena de feijão vermelho cozido, 1/3 chávena de quinoa cozida e 1/2 mandioca cozida

3 tiras grandes de pimento vermelho
1 beterraba pequena ralada
1 alho francês pequeno
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
1 molho de couve kale
1 folha de louro
Bebida vegetal de aveia para unir o preparado
2 colheres de sopa de farelo de aveia numa colher de sopa de água morna
1 colher de sobremesa de polvilho doce e azedo
1 colher de sopa de levedura de cerveja
1/2 chávena farinha de arroz 
1/3 chávena farinha de espelta integral
temperos: pimentão doce, curcuma, pimenta preta e ervas de provence
azeite q.b.


Preparação:

Coloquei o feijão vermelho dentro da bimby e triturei durante 1 minuto na vel 4. A meio do tempo fui espreitar se o preparado já estava com uma boa consistência e não demasiado mole. 
Não necessita de flor de sal porque foi adicionado ao seu cozimento do dia anterior. Reservei.

Num wok, juntei um fio de azeite com a cebola e os alhos finamente picados, mais a folha de louro com o alho francês cortado em meias luas e as tiras de pimentos vermelhos cortados aos cubos pequenos. Fui mexendo com uma colher de pau e depois adicionei todos os temperos. Desliguei o lume passados uns segundos e reservei. 

Numa taça de vidro, adicionei a quinoa cozida, descasquei a beterraba e ralei por cima. Mexi com uma colher para unir os dois ingredientes. 

Juntei a bebida vegetal de aveia necessária para ajudar a dar uma certa liga na massa, o farelo de aveia, as farinhas, os polvilhos e a levedura. 

 Por último, adicionei o feijão triturado ao preparado. Mexi mais um pouco desta vez com as mãos até que a massa de descole dos nossos dedos. 

Levei a taça até ao frigorífico no mínimo uma hora ou até achar que a massa já está com uma boa textura para fazer os burguers. 

Normalmente, faço-os com as mãos mas se tiverem moldes redondos é sempre mais fácil e poupa também tempo nesse processo.

Bom apetite.

Pizza Vegetariana


Para quem gosta de pizza sabe tão bem como eu que o segredo está na massa. Claro que depende do gosto de cada um, isso está claro. Pois muitos de nós gostam da massa mais alta e outros mais baixa, apreciam uma pizza mais ou menos estaladiça e ainda gostam mais daquele ou de outro ingrediente. 

Eu gosto da massa mais alta e foi assim que fiz desta vez, mas numa próxima receita, irei fazer com a massa mais fina.

Contudo, e por mim falo, se a massa não tiver cogumelos, tomate, pimentos vermelhos ou amarelos e azeitonas perde a graça. 

Para mim, pizza que é pizza, deve ter estes ingredientes, não só porque juntos dão aquele sabor e aroma especial, mas porque são alimentos que combinam muito bem entre si. E por isso, decidi fazer uma pizza vegetariana com estes ingredientes mas sem qualquer produto de origem animal.


Normalmente, a pizza é feita com ingredientes pouco aconselháveis, e por isso sei como é complicado para um vegetariano ou vegano comer uma pizza fora de casa ou até mesmo caseira. 

E vai daí, comecei a pensar como faria essa pizza vegetariana cheia de comida do bem, com queijos veganos, que possam ser levados ao forno e deixar a massa crocante e estaladiça, tal como é deixado pelos outros queijos normais.

Hoje em dia, já se encontra queijos veganos nas grandes superfícies dos mais variados sabores, desde castanha de caju a amêndoa, amendoím ou até mesmo castanha normal.

Desta vez, usei um queijo de amêndoa vegano que comprei num estabelecimento comercial e um creme de cajus que fiz que ao cozinhar no forno fica muito cremoso e saboroso. 

Depois de alguns testes, saiu esta receita de massa de pizza, que contém glúten pois ainda estou a experimentar outras farinhas. No entanto, fica já combinado que da próxima vez que fizer já vai ser diferente e na mesma delicioso.


Receita:

1 chávena de farinha espelta branca
1/2 chávena de farinha centeio integral
1 colher de sopa fermento biológico
1/2 colher de manjericão seco
Flor de sal q.b.
1/2 limão
1 chávena de água morna
3 tomates grandes para fazer o molho de tomate caseiro 
1 cebola pequena
2 dentes de alho 
1 chávena de cajús devidamente demolhados em água de véspera
vegetais e verduras da sua preferência: eu usei uma embalagem de cogumelos brancos, metade de um pimento amarelo, um tomate às rodelas, cebola às tiras, umas 8 azeitonas sem caroço e 3 rodelas de tomate desidratado.
Topping: queijo vegano de amêndoas e creme de cajus crús



Preparação:

Cortar os tomates e as azeitonas às rodelas e fazer o mesmo procedimento com o pimento amarelo e os cogumelos, sendo que estes dois últimos devem ser cortados às tiras pequenas. 

Num wok, saltear os cogumelos com os pimentos amarelos em azeite e alho com uma pitada de noz moscada e pimentão doce. Reservar numa taça.

Para fazer o creme de cajús na bimby, basta colocá-los lá dentro com um pouco de água para que fique com uma textura cremosa, uma pitada de flor de sal, 3 colheres de molho de tomate caseiro, umas gotas de limão e uma pitada de ervas de provence. Triturar tudo muito bem uns breves segundos, depois colocar um fio de azeite pelo bucal da bimby mais uns segundos e está pronto. Reservar.


Para fazer o molho de tomate caseiro, basta cortar uns dois ou três tomates grandes para um tacho com um fio de azeite e uma cebola cortada finamente. Deixe refogar uns minutos mexendo sempre. Acrescente uma pitada de flor de sal e água morna para não agarrar. Polvilhe com um toque de noz moscada e está pronto. Reserve.

Na bancada da sua cozinha, junte duas chávenas da farinha peneirada mais o fermento, com o manjericão e a flor de sal. Abra um espaço no meio e vá adicionando aos poucos a água morna misturando de forma delicada com as mãos até que a massa fique toda incorporada. 

Aos poucos, vá colocando a restante farinha enquanto mistura bem a massa com as mãos. Pode parar de adicionar farinha quando verificar que a massa já não está mais colada aos seus dedos. 

Cubra a massa com uma toalha seca, deixe levedar num local seco ou leve ao forno no mínimo para que a massa possa dobrar de volume.


Polvilhe uma superfície lisa que pode ser a bancada da sua cozinha e com um recipiente redondo dê um contorno redondo em forma de uma pizza à sua massa. Também pode ser feito no recipiente onde vai levar a pizza ao forno. 

Transfira o preparado para uma forma redonda, untada com óleo de côco e disponha por cima o molho de tomate caseiro, de seguida todos ingredientes cortados consoante a sua preferência. Espalhe de novo um pouco de molho de tomate, cubra com o creme de cajus mais o queijo vegan de amêndoa e em seguida termine com os restantes ingredientes.

Pode finalizar com manjericão, tomilho ou óregãos secos por cima e leve ao forno por 220º durante uns 25 a 30 minutos ou até que comece a dourar.

Quando terminar, adicione folhas frescas de espinafres, acelgas ou nabiças. E está pronto a ser servido.

Bebida vegetal com curcuma e especiarias - O famoso "leite dourado"


Tradicionalmente, o chamado " Golden Milk" ou "leite dourado" é uma bebida originária da India, com influência na medicina ayurvédica. 

Considerada um dos sistemas medicinais mais antigos do mundo, a ayurveda considera a doença muito antes dela ser entendida no nosso organismo. Pois muitos dos nossos desequilíbrios, tendem a aumentar com o passar dos anos, originando doenças muito antes de termos conseguido entendê-las no nosso corpo.

Tendo como base a cúrcuma, esta deliciosa bebida é muito fácil de preparar, cheia de nutrientes e benefícios para a nossa saúde que a maior parte das pessoas desconhece. Sendo anti-inflamatória, ajuda a prevenir constipações, fortalece o nosso sistema imunitário, ajuda na nossa digestão ao bebermos após a refeição e antes de ir dormir.

A medicina Ayurveda usa ainda a cúrcuma para lesões na pele, inflamações no tubo digestivo, dores ou desconfortos bem como problemas no fígado. Já a ciência moderna confirma as suas propriedades antibacterianas e antioxidantes.

Tradicionalmente, o leite dourado é feito com leite, mel, curcuma e algumas especiarias. No entanto, escolhi fazer uma receita sem nenhum ingrediente de origem animal, podendo desta forma mostrar que se consegue fazer bebidas saborosas de outras maneiras. 

Fonte: www.cultivate.com.br 

Receita: ( a minha versão de "leite dourado" )

200 ml bebida vegetal de amêndoa
1 colher de chá curcuma em pó biológica
1 pitada de pimenta preta
1 pau de canela
1 pitada de cacau crú em pó
1 cm de gengibre fresco 
1 colher de sobremesa de essência de baunilha

Preparação:

Adicione num tacho a curcuma, a pimenta preta, o pau de canela, o cacau, o gengibre fresco ralado e a essência de baunilha. Acrescente a bebida vegetal de amêndoa ou da sua preferência, mexa com uma vara de arames durante uns 5 minutos. Beba e saboreie estes aromas maravilhosos. É uma óptima substituição para o chá. 

Na versão ayurvédica:

Pasta de curcuma: Junte uma colher de chá de curcuma mais uma colher de chá de pimenta preta em água e faça uma pasta. Guarde no frigorífico e utilize nos seus cozinhados.


Leite dourado: Num tacho, junte bebida vegetal da sua preferência, pode ser de côco, amêndoas ou de arroz mais meia colher de chá de curcuma em pó, uma pitada de pimenta preta e uma colher de chá de óleo de côco. Mexer um pouco durante uns minutos, adoce com xarope de ácer ou outro de sua preferência, beba e saboreie.